Filosofia de Aconselhamento

Sessões individuais: 30€ (as sessões são privadas e confidenciais e duram cerca de uma hora cada)

Marcações nos contactos habituais do Tao


Sobre Filipe Menezes

Mestre em Filosofia Contemporânea, Professor do Ensino Básico e Secundário, Investigador na I&D – Linguagem, Interpretação e Filosofia (Universidade de Coimbra), Conselheiro Filosófico.

Autor de:

  • Da especificidade da Filosofia à Filosofia Aplicada como oferta insubstituível (Edições APAEF; 2007).
  • Introdução ao Problema da (In)utilidade (Revista Filosófica de Coimbra; 2008).
  • Quem disse que Ela morreu – o valor da Filosofia com palavras de alunos (Edições viafilosofia; 2009).
  • A Ideia Geral do Aconselhamento Filosófico. Uma introdução ao tema (Revista Filosófica de Coimbra – no prelo).

Neste momento, prepara a tese de Doutoramento em Aconselhamento Filosófico, estudando o nexo moderno entre as noções de mal-estar e ajuda e procurando definir teoricamente a categoria comunicativa da noção de “ajuda filosófica”.

O Aconselhamento Filosófico consiste num trabalho de interpretação de experiências que suscitam questões de natureza filosófica e em relação às quais as respostas disponíveis ao nível do senso comum, da religião e da tecno-ciência se revelam insatisfatórias para as pessoas que vivem essas experiências.

Para além da sua relevância do ponto de vista cultural, o Aconselhamento Filosófico tem uma aplicação paraterapêutica que responde eficazmente a certos estados de mal-estar. Operando ao nível da reconstrução filosófica do sentido, constitui-se como importante recurso de “orientação” pessoal numa sociedade complexa, cujos automatismos se desenvolvem, paradoxalmente, a par de uma crescente abertura à contingência.

Exemplos de problemas e questões que podem motivar a procura deste tipo de “cuidados filosóficos”: relações inter-pessoais pouco satisfatórias (vida conjugal, relação parental, ambiente académico ou profissional, etc.); proximidade da doença ou luto; necessidade de tomar decisões importantes que envolvem mudanças significativas, dilemas éticos ou conflitos de valores (por exemplo, ao nível de opções académicas, nos contextos profissionais, nas relações amorosas, etc.); crises de identidade pessoal e social; mudanças de estatuto, etc.

Ou, simplesmente, vontade de se conhecer melhor a si mesmo…

Três distinções são necessárias antes de se optar pela ajuda filosófica:

1.ª O Aconselhamento Filosófico não se confunde com a Psicologia Clínica nem com a Psiquiatria. Não parte da associação entre mal-estar e desordem, disfunção ou doença; não lhe compete diagnosticar nem curar nenhum destes estados.

2.ª O Aconselhamento Filosófico distingue-se do ensino da Filosofia: a única matéria em estudo é o problema ou questão trazidos para as sessões pelo consulente. É este que define as suas metas, que estabelece até onde quer ir no processo filosófico de compreensão de si mesmo e de significação da sua existência.

3.ª Filosofar é aceitar o desafio da inquietação, de pensar o desassossego no próprio desassossego. Isso o distingue de outras “ajudas” e das vias de “consolação” que prometem a beatitude, a paz ou a felicidade. O que ao Aconselhamento Filosófico se pode pedir é que contribua para a significação de um mundo cujas principais características são a complexidade e a contingência e que, por essa via, ajude a encontrar formas de melhor lidar com a inquietação que delas derivam.

Mais informação em: viafilosofia.blogspot.com

Make a Free Website with Yola.